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João
Goulart
Nasceu
em São Borja, Rio Grande do Sul, em 01/03/1918.
Bacharel em Direito, iniciou-se na vida política
em 1945, ingressando no Partido Trabalhista Brasileiro
(PTB). Fiel companheiro de Getúlio Vargas, coordenou
sua campanha às eleições presidenciais
de 1950. Deputado Federal em 1947 e 1950, Secretário
de Negócios do Interior e da Justiça do
Rio Grande doSul em 1952, em 1953, foi nomeado Ministro
do Trabalho, mas deixou a pasta um ano depois, em conseqüência
das reações à revisão do
salário mínimo de Cr$ 1,2 mil para Cr$
2,4 mil. Foi eleito vice-presidente da República
por dois mandatos consecutivos: em 1955, com Juscelino
Kubitschek; e, em 1960, com Jânio Quadros. No
momento da renúncia de Jânio, Goulart achava-se.
em visita à China, o que fez com que a crise
surgida ssumisse proporções consideráveis.
Somente com a aprovação do parlamentarismo,
em 02/09/1961, e com a reação do Rio Grande
do Sul, através do movimento denominado Legalidade,
do Governador Leonel Brizola, é que os setores
contrários à posse do vice-presidente
aceitaram Jango na Presidência. O parlamentarismo,
entretanto, não sobreviveu muito tempo. A 06/01/1963,
foi realizado um plebiscito no qual ficou decidido,
por 80% dos votos, que o país retomaria o regime
presidencialista.
Nessa nova fase de seu governo, João Goulart
deu início à execução de
um Plano Trienal, e medidas importantes foram tomadas
para controlar a inflação; mas já
se processava, então, uma luta de bastidores
entre os vários grupos que apoiavam o governo,
e era com dificuldades que Goulart conseguia harmonizar
as pressões militares e empresariais, de um lado,
com as exigências e reivindicações
operárias de outro. Era um jogo perigoso e difícil,
no qual a autoridade presidencial foi aos poucos se
desgastando. A 12/09/1963, eclodiu, em Brasília,
um levante de sargentos da Marinha e da Aeronáutica,
logo sufocado; no mês seguinte, malogrou uma tentativa
de instalação do estado de sítio.
No início de 1964, registraram-se vários
choques entre fazendeiros e camponeses em diversos pontos
do país, sobretudo em Minas Gerais, em conseqüência
da política de reforma agrária do governo
Goulart. Em Brasiília, numa passeata de protesto,
reuniram-se 7 mil operários. Um Congresso da
ConfederaçãoUnitária dos Trabalhadores
da América Latina (Cutal), de orientação
esquerdista, que deveria se realizar em Belo Horizonte,
foi impedido de funcionar por uma série de distúrbios.
Os acontecimentos se precipitaram com o início
de 13 de março, no Rio, quando Goulart anunciou
para milhares de trabalhadores a sua política
de reforma agrária, além da encampação
das refinarias particulares; com a mensagem revolucionária
enviada ao Congresso, no dia 15, traçando os
rumos do novo caminho brasileiro; e logo depois, com
a revolta de um grupo de marinheiros contra o Ministro
da Marinha.
O movimento das Forças Armadas que se iniciou
a 31 de março depôs o presidente João
Goulart, que se refugiou no Uruguai.
Faleceu em 06/12/1976, de um colapso cardíaco
em sua fazenda, na província argentina de Corrientes.
Fonte: Fontes Trabalhistas - Autor Agenor Basso
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