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Getúlio
Vargas
Nasceu
em São Borja, Rio Grande do Sul, em 19/04/1883.
Iniciou carreira militar, chegando a matricular-se na
Escola Preparatória e Tática de Rio Pardo,
no Rio Grande do Sul, mas abandonou-a em 1902.
Passou então a estudar na Faculdade de Direito
de Porto Alegre, onde formou-se em 1907. Era Militante
do movimento castilhista. Nomeado promotor público
em Porto Alegre, abandonou a função pouco
tempo depois, para exercer advocacia em sua cidade natal.
Elegeu-se para a Assembléia Legislativa de Representantes
do Estado nos períodos de 1909, 1913 e 1917,
sucessivamente. Em 1922, foi eleito pelo Partido Republicano
para a Câmara Federal, onde permaneceria até
1926. Nesse período, sua função
foi a de intermediário entre o governo da União
e o situacionismo gaúcho.
Em 1926, assume a pasta da Fazenda, que deixou em 1928
para se candidatar ao governo do Rio Grande do Sul.
Dali chegou à Presidência da República
através da crise que culminou com a Revolução
de 1930. Buscou apoio em setores populares, que haviam
sido mantidos à margem no período anterior,
Vargas inaugurou um tipo de política que ficou
conhecido como populismo. Além de anistiar todos
os civis e militares que haviam participado de movimentos
revolucionários de 1922 até 1930.
Getúlio criou o Ministério do Trabalho,
Indústria e Comércio, do qual saíram
medidas que garantiram o apoio popular:a lei dos dois
terços, as férias remuneradas, os institutos
de aposentadoria, a assistência médica,
a fixação dos horários de serviço,
a lei da estabilidade.
Durante os quinze anos que ficou no poder, enfrentou
diversas revoltas até ser deposto em 1945.Vargas
orientou-se para o nacionalismo sobretudo durante o
Estado Novo. Nesse sentido, a 29/04/1938, foi criado
o Conselho Nacional do Petróleo, pelo Decreto-Lei
nº 395, que preparava o caminho para a futura implantação
da Petrobrás.
Após sua deposição, em 1945, Getúlio
retirou-se para São Borja, de onde orientou a
criação de dois grandes partidos do período,
o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido Social
Democrático (PSD). Concorreu a uma cadeira no
Senado, sendo eleito com 1,3 milhoões de votos,
o que atestava sua popularidade.
Em 1950, candidatou-se novamente à Presidência
pelo PTB, obtendo 3.849 votos, e venceu facilmente seus
opositores. EDuardo Gomes (UDN) e Cristiano Machado
(PSD).
Em seu segundo mandato, retomou e radicalizou sua orientação
nacionalista. A implantação do monopólio
estatal do petróleo, criação da
Petrobrás e a nacionalização da
energia elétrica por meio da Eletrobrás
foram suas metas prioritárias.
Tentou apoiar-se nos sindicatos, mas vivia cada vez
mais isolado politicamente, sofrendo os ataques da oposição
cerrada, cujo líder era o jornalista Carlos Lacerda.
Esta oposição representava os interesses
contrariados pela política nacionalista de Vargas,
articulados em torno da UDN, que tinha o apoio de grande
parte dos militares e pretendia levar o presidente à
renúncia. Em 05/08/1954, um atentado contra Lacerda
provocou a morte do major-aviador Rubem Florentino Vaz.
Diante disso, a Aeronáutica instaurou um inquérito
policial militar, durante o qual foram proferidas acusações
de envolvimento ao poder central. As Forças Armadas,
então, exigiram que Vargas abandonasse a Presidência.
Confrontado com a iminência da renúncia
ou da deposição, Vargas suicidou-se com
um tiro no peito, na manhã de 24 de agosto de
1954. Deixou uma carta-testamento, onde acusa os inimigos
como responsáveis por seu suicídio.
Fonte: Fontes Trabalhistas - Autor Agenor Basso
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